Esportes

27/05/2026 10:02

Faltam apenas 15 dias para o início da Copa do Mundo. E enquanto jogadores vivem os últimos ajustes, torcedores fazem contas para a estreia e as cidades sede entram definitivamente no clima do torneio, três personagens já começaram a roubar a cena antes mesmo da bola rolar: Maple, Zayu e Clutch, os mascotes oficiais da maior Copa da história.

Pela primeira vez, um Mundial será disputado em três países diferentes, Estados Unidos, México e Canadá, e a Fifa decidiu transformar essa união em algo ainda mais simbólico. Em vez de apenas um mascote, o torneio terá três representantes oficiais, cada um carregando traços culturais, características esportivas e até personalidades próprias inspiradas em seus países.

Do Canadá vem Maple, um alce goleiro que parece ter saído diretamente de uma daquelas histórias clássicas de superação esportiva. Viajante, carismático e dono de "defesas lendárias", ele atravessa províncias e territórios espalhando a paixão pelo futebol enquanto representa a força e a conexão cultural do país. Maple é aquele personagem que mistura tranquilidade fora de campo com segurança total quando a bola começa a rolar.

Já o México será representado por Zayu, uma onça-pintada atacante, veloz, criativa e cheia de personalidade. Nascida nas selvas do sul mexicano, ela simboliza intensidade, talento ofensivo e a riqueza cultural do país. Fora dos gramados, Zayu aparece ligada à dança, à música, à comida e às tradições mexicanas, carregando uma energia vibrante que combina perfeitamente com o clima apaixonado que envolve o futebol no país.

Fechando o trio aparece Clutch, a águia-americana dos Estados Unidos. Meio-campista, líder e movido pela adrenalina, o mascote representa movimento, coragem e espírito coletivo. Segundo a descrição oficial, Clutch é o tipo de personagem que "transforma desafios em oportunidades", alguém que inspira companheiros dentro e fora de campo enquanto sobrevoa diferentes culturas espalhadas pelo território norte-americano.

A própria FIFA explicou o conceito da criação dos personagens. "Maple, o alce (Canadá), Zayu, a onça-pintada (México) e Clutch, a águia-americana (Estados Unidos) foram cuidadosamente desenvolvidos para refletir a vibrante cultura, a herança e o espírito de seus respectivos países, unindo-se para simbolizar a unidade, a diversidade e a paixão compartilhada pelo esporte."

E se hoje os mascotes fazem parte natural do imaginário das Copas, tudo começou há quase 60 anos. A tradição surgiu em 1966, na Copa da Inglaterra, com Willie, o famoso leão britânico. Desde então, os Mundiais passaram a tratar os mascotes como uma extensão da identidade do torneio, algo pensado especialmente para aproximar crianças, famílias e torcedores da competição.

Ao longo da história, já teve de tudo: frutas, animais, personagens futuristas, figuras humanas e até criaturas abstratas. Alguns viraram fenômenos mundiais, outros acabaram esquecidos com o tempo. Mas todos ajudaram a construir a atmosfera única que só uma Copa do Mundo consegue criar.

E a edição de 2026 promete ampliar tudo isso. Além dos três mascotes e das três sedes, o torneio também será o primeiro com 48 seleções participantes. Ao todo, serão 104 jogos espalhados por 16 cidades diferentes entre junho e julho. Uma Copa maior, mais longa, mais multicultural e com um alcance jamais visto na história do futebol.

Enquanto os estádios recebem os últimos ajustes e as seleções iniciam oficialmente a reta final de preparação, Maple, Zayu e Clutch já cumprem um papel importante: lembrar ao mundo que a Copa está chegando. E que, daqui a apenas duas semanas, o planeta vai parar mais uma vez para acompanhar o maior espetáculo do futebol mundial.







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