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1 22/02/2024 15:15

O que é “Abrace o Marajó”, projeto de Damares que ficou marcado por polêmica em 2018?

A  ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, foi alvo de polêmica por uma declaração em que associava a falta de calcinhas ao alto índice de estupro de meninas na Ilha do Marajó, no Pará. Muitas manchetes sobre o caso deram a entender que a fala refletia uma opinião da ministra baseada em sua própria percepção.

Na verdade, Damares atribuiu a fala a especialistas que visitaram o ministério. De forma estabanada, mencionou esse dado em meio a alguns outros para explicar pontos do projeto "Abrace o Marajó", uma das principais bandeiras de sua pasta neste começo de mandato. Polêmica à parte, o que é o projeto?

Segundo o ministério, trata-se de "uma resposta no combate à exploração de crianças e adolescentes e à violência contra a mulher, fatos que são recorrentes no arquipélago do Marajó".

Damares foi supostamente desmentida pelo MPF sobre denúncias na Ilha de Marajó em 2022:

O Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA) afirmou que nenhuma denúncia feita nos últimos 30 anos tem relação "às torturas citadas" pela recém eleita senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

De acordo com o MPF, de 2006 a 2015 quatro inquéritos, três civis e um policial, foram instaurados a partir de denúncias sobre tráfico internacional de crianças que teriam ocorrido desde 1992 na Ilha de Marajó, no estado do Pará.

Nenhuma das denúncias apuradas mencionou as torturas citadas pela senadora.

O Ministério pediu mais 30 dias para explicar denúncias de Damares sobre abuso de crianças na Ilha do Marajó (PA) em 2022:

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos entrou com um pedido para aumentar o prazo de entrega das informações sobre as declarações da senadora eleita Damares Alves (Republicanos) relacionadas a supostas torturas e mutilações sofridas por crianças vítimas de tráfico na região da Ilha do Marajó, no Pará. A pasta solicitou mais 30 dias para apurar os dados.

O pedido foi enviado ao procurador Carlos Alberto Vilhena, responsável pela solicitação no Ministério Público Federal (MPF).

Em 2023 o governo revogou o programa de Damares e criou novas políticas para a região.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania lançou  o programa Cidadania Marajó para enfrentar a exploração e o abuso sexual de crianças e adolescentes no arquipélago de Marajó, no Pará.

O programa representa uma resposta política ao "Abrace o Marajó", projeto criado pela ex-ministra e senadora Damares Alves (Republicanos) e que será revogado. Lançada durante o governo de Jair Bolsonaro para minimizar a vulnerabilidade social, econômica e ambiental na região, a iniciativa anterior foi marcada por controvérsias.

Em 2020, a então ministra afirmou que procurava soluções para denúncias de mutilação e tráfico de crianças para exploração sexual.

Os problemas denunciados por Damares voltam à tona em 2024, após toda polêmica.


A Ilha do Marajó, no Pará, voltou a ter problemas sociais denunciados após viralizar uma canção que expõe a exploração infantil da região, crime que favorece o tráfico de órgãos e a prostituição infantil.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), enquanto ministra da Família e Direitos Humanos, alertou sobre os problemas sociais da região e chegou a ser perseguida e humilhada por falar a respeito.

Logo que assumiu a pasta, em 2019, Damares divulgou o programa Abrace o Marajó, que tinha como objetivo implantar programas sociais para reduzir a fome que leva a situações como a exploração sexual de menores, com meninos e meninas se prostituindo para ter o que comer.

Com o vídeo do Dom Reality, em que a cantora Aymeê Rocha fala sobre o Marajó e o desaparecimento de uma criança, muitas pessoas passaram a dizer que Damares sempre teve razão de expor a questão tão desacreditada, mas cruel, e que a situação precisa de uma resposta rápida do poder público e da sociedade brasileira.

– A Ilha do Marajó, lamentavelmente carrega consigo a tristeza da miséria que assola suas comunidades e consequentemente a exploração sexual infantil, tráfico humano, pedofilia e demais aberrações principalmente com crianças e adolescentes. Entre as causas dessa realidade, destaca-se a omissão e passividade da Igreja, cujo papel deveria ser luz no mundo, mas, infelizmente, tem falhado em enfrentar essas mazelas sociais – escreveu o pastor Lucas Hayashi, da Zion Church.





Matéria contruida com fontes dos seguintes site:

Gazeta do Povo
Jc.ne10
Cultura UOL
Notícias UOL
Pleno News

 







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